terça-feira, 6 de julho de 2010

Simplicidade


Para começar o blog com pé direito, escolhi um texto que vai abrir os olhos de muita gente - principalmente os meus - pra certas coisas que a gente deseja, coisas que vão além da nossa real necessidade.

"Não basta de norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito."
(Mário Quintana)


Que gênio é o Mário Quintana, não? Acho que ele disse tudo que muita gente faz e não enxerga. O ser humano nunca está satisfeito com o que tem, sempre quer mais um pouquinho daqui e dali. Acho que isso tudo é simplesmente falta de capacidade. Falta de capacidade de percepção. Não é tudo tão óbvio? Pra que querer mais do que temos? Talvez devêssemos aprender a nos adaptar à simplicidade da vida. Um dia que amanhece ensolarado e cheio de cores pode valer muito mais que uma noite louca de amores insanos.
Penso também pela minha parte. Quantas vezes não preferi ficar em casa amargurando coisas passadas a viver o presente e
planejar o futuro com as pessoas que realmente importavam? Se a gente parar pra pensar, repensar no que já foi feito apenas pelo fato de querer se culpar -pra no caso, se sentir mais "humilde"- é na verdade o maior egoísmo.

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