sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mudanças.

Mudanças. Voltar a um blog abandonado e sem graça com essa palavra é um tanto quanto otimista. Mudanças não agradam a todos, e nem todas vem para o bem. Na verdade, as mudanças assumem um destino, bom ou mau, de acordo com quem as procura. Imagine mudanças como caminhos, todos eles te levarão a um lugar diferente do que você se encontra no momento, você não tem certeza de qual buscar, a qual recorrer, ou talvez, qual seria mais adequado a você, mas você arrisca (nós, humanos, temos esse hábito). E as consequências virão depois. Boas ou más, elas virão. Você não pode estagnar em um lugar por medo de não alcançar o que deseja. A vida é assim, você entra em caminhos errados, pega atalhos, pede ajuda, mas nunca deixa de buscar o que deseja. Ou pelo menos assim deveria ser.
Não é assim comigo, e você pode estar pensando que eu sou hipócrita por estar falando sobre algo que nem eu mesma sigo. Mas não, eu escrevi isso, porque é o que eu estou seguindo desde alguns dias atrás. Buscando novos caminhos, novas mudanças, sabe como é, as antigas deram defeito.
Nunca pensei que mudar doesse tanto assim, mas dói. Ao menos as mudanças que eu procurei. Mudanças que vão lá no fundo da ferida, apagam de vez ou temporariamente traços de uma personalidade construída sem nenhum esmero. Modos de pensar e de agir que falavam por si próprios. Emoções fora de controle. E não ache você que eu preciso de um psicólogo, psiquiatra ou qualquer outro profissional da área psíquica. São coisas da vida, lembra? São caminhos que escolhemos que nos trazem essas consequências. Caminhos não errados, mas caminhos mal aproveitados. É como andar em um caminho cheio de pedregulhos, você pode caminhar sobre estes e se ferir, ou pode recolhê-los e com eles construir sua fortaleza. Tudo depende de como você encara a sua mudança diária. Isso mesmo. Não pense que apenas o seu desejo de traçar um novo caminho traga-o pronto para você. É preciso planejar e cuidar do caminho, para que ele não se apague com o tempo.

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