segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"Se eu tive problema um dia, não foi por falta de felicidade." (Divã)
"O fim nunca é bom. Se fosse bom seria começo." (Divã)
"Não estou usando maquiagem para não sujar as minhas lágrimas." (Divã)
"A gente sempre ouve que cada um tem a metade da sua laranja. Eu nunca ouvi ninguém dizer que queria ser uma laranja inteira." (Divã)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ciúmes


Quem nunca sentiu ciúme de alguém? Quem nunca teve vontade de ter aquela pessoa pra si? Bem, comigo não é diferente, e por isso fui pesquisar mais sobre isso. Me deparei com os trechos abaixo:
"O ciúme tem uma explicação biológica que está na taxa de serotonina no sangue, um neurotransmissor que também controla no cérebro fenômenos como a fome, o dor e o humor, de acordo com uma pesquisa realizada na Universidade da cidade italiana de Pisa."
"Aproximadamente 20% dos homicídios cometidos são causados pelo ciúme, apontam algumas pesquisas."
"Pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia em Berkeley mostra que oito em cada dez entrevistados acham que o ciúme é uma excelente oportunidade para reexaminar o relacionamento."
É, são tantas as explicações e especulações sobre esse sentimentozinho (ou talvez eu não devesse colocá-lo no diminutivo), mas no fundo ninguém sabe realmente o que é, e muito menos como "curá-lo".
Vamos raciocinar juntos. Por acaso alguém procura cura para o amor? Ou cura para uma raiva? Não. Não procuram porque são sentimentos e sentimentos são essenciais na vida de qualquer ser humano. Ninguém deve procurar uma cura para um sentimento. É incoerente. Sem querer ser clichê, os sentimentos foram feitos para serem sentidos e não para serem tratados como doença.
É claro que tudo que é exagerado não faz bem a ninguém, porém deve-se saber controlar o que se sente. Quantas vezes você já viu em algum depoimento de Orkut, ou em qualquer outro lugar declarações como: "Meu amor é incontrolável, te amo demais." ou "Fico descontrolada quando te vejo com fulana de tal." Falar essas coisas definitivamente é enganar a si próprio, ou sendo mais razoável, é se subestimar.
Nossos sentimentos foram feitos para nós e nós temos sim o controle deles. Cabe a nós escolher. E com o ciúme não é diferente.
É triste sim, quando gostamos muito de alguém e vemos que essa pessoa não é feliz com a gente. Ou então quando você daria tudo por alguém, enquanto esse alguém daria tudo por outra pessoa que não você. Porém, devemos sempre nos lembrar de que muitas vezes o ciúme pode embaçar nossa visão, pode fazer parecer que nada nem ninguém nota nossa existência. Pode nos fazer sentir além dele mesmo, raiva, angústia e por aí vai...
Sentir ciúme é algo natural, e muitas vezes até gostoso quando no final se descobre que era "em vão". Mas quando ele passa do natural para o obsessivo, torna-se sim um problema.
Ter ciúme obsessivo implica em tirar a liberdade do outro, tirar a vida do outro, ser egoísta com o outro e com nós mesmos. E vamos falar sério, quem realmente ama, por maior que seja esse amor, abre mão dele para ver o outro feliz, e isso com certeza, o ciúme obsessivo não faria.
Então, quando o ciúme tomar conta, aquela tristeza começar a te abalar, primeiro reflita se é algo momentâneo, e se for, tenha paciência, ele passa e ainda deixa um sorriso no seu rosto. Agora, se é um ciúme obsessivo, cuidado, você pode estar perdendo o controle dos seus próprios sentimentos. E quem perde o controle dos próprios sentimentos, como irá conseguir lidar com os sentimentos dos outros?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cruzes


Às vezes eu paro para pensar na minha vida, achando que só eu sinto desânimo, tristeza e sem vontade de seguir em frente. Que egoísmo o meu. Se eu pensasse mais nas pessoas ao meu redor ao invés de me focar no meu mundinho, perceberia que a minha volta tem pessoas tão desanimadas, tristes e sem vontade de seguir quanto eu, ou provavelmente, até mais.
Qual é a dimensão do meu problema? Eu quero resolvê-lo ou prefiro usá-lo comojustificativa para minha cara fechada e meu mau humor? Talvez eu devesse me perguntar isso diariamente.
Cada pessoa tem suas cruzes para carregar, porém cabe a elas deixar que as dores de carregá-las transpareçam ou não. Agora, qual é a vantagem em transmitir aos outros sentimentos que nem você mesmo gostaria de sentir? Por acaso nosso egoísmo chega ao extremo de "Se eu não sou feliz, ninguém vai ser"?
Se ao menos nós nos ligássemos que muitas pessoas vivem problemas bem piores que os nossos, problemas os quais nós nunca imaginaríamos porque elas sabem que aquelas são suas cruzes.
Quantas vezes não me deparei com pessoas aparentemente alegres, que esbanjavam sinceridade, humildade e paz de espírito, mas que por dentro, passavam pelas mais dolorosas cruzes. Por que não ser como elas? Não digo para nos fecharmos e não deixarmos que nossos sentimentos transpareçam, mas venhamos e convenhamos que se cada um tem sua cruz, por que fazer questão de mostrar o quanto ela pesa? E pesa mesmo?
É certo que há horas que se torna difícil carregá-las, mas para isso temos apoio incondicional de anjos, chamados amigos, que estarão sempre dispostos a ajudar-nos a carregá-las. Mas entenda, eles vão nos ajudar a carregá-las, não querem que a nossa cruz torne-se mais uma além da deles.
Cada um deve lidar com seus problemas, e ajudar os outros a carregá-las quando pesar.
Cada um tem a cruz proporcional ao que consegue suportar. Nunca será mais pesada do que aguentamos. Devemos superar nossos limites, romper barreiras, atravessar vales e montanhas. E você me pergunta: Por quê? E como resposta, te digo: Deus quer te capacitar a cada dia. Cada cruz que carregas é um passo a mais em sua caminhada. A cruz que você carregou ontem, com certeza, alguém carregará hoje. E você? Você já a carregou, lembra? Você sabe o melhor caminho, o melhor jeito, a melhor saída. Mostre-a a essa pessoa. Doe-se. No dia de amanhã pode ser você precisando dessa ajuda.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Surpresas


Surpresas. Quantas delas você teve hoje? Ou essa semana? Quem sabe esse mês? Elas são muito bem vindas para alguns e totalmente rejeitada por outros. Quem nunca sonhou com uma festa surpresa? Ou que menina nunca se emocionou com algum filme romântico onde o príncipe da vez fazia uma linda surpresa, digna de contos de fada mesmo, à sua princesa?

Muitos de nós nos deixamos acreditar que as surpresas têm que ser necessariamente grandiosas, emocionantes... Que elas têm que nos fazer chorar de emoção ou dar pulos de alegria. Se pararmos e analisarmos a situação, pequenas surpresas nos são dadas todos os dias. A surpresa de um "Bom dia" daquela pessoa com a qual você nunca falou por falta de coragem, ou talvez a surpresa de se reconhecer querido entre os seus amigos de verdade. Há também as surpresas que vem de você mesmo, aquelasinhas que você descobre "do nada", como quando se pega ajudando aquela velhinha a subir uma escada. E sem esquecer daquelas que você espera, claro. Alguém me corrija se eu estiver errada, mas quem nunca esperou se surpreender com uma declaração de amor, um olhar correspondido, um sorriso de orelha a orelha daquele/a que num passado não muito distante foi o motivo das suas noites em claro, das suas risadas sem motivo, ou até das suas lágrimas.
Não existem surpresas melhores ou piores. Existem surpresas que mudam o nosso dia, a nossa semana, o nosso mês... São aquelas pequenas coisinhas que acontecem sem que a gente se dê conta de sua importância. O sinônimo de surpresa? Coincidência.